Segunda-feira, Abril 20, 2009

Braid: Finalmente nos PCs!

Jogo que trouxe um conceito inovador relacionado ao controle do fluxo do tempo finalmente estreia na plataforma.

Lançado em agosto do ano passado no Xbox Live Arcade, Braid conseguiu superar todas as elevadas expectativas que foram geradas nos seus três anos de desenvolvimento. Ansiosamente aguardado desde que as primeiras informações começaram a circular sobre o seu engenhoso mecanismo de manipulação do tempo, o título, idealizado por Jonathan Blow, somente tinha uma pequena falha: não estar disponível para os PCs, plataforma reconhecidamente popular entre os apreciadores do gênero. Esse descuido, no entanto, foi finalmente sanado na semana passada.

E valeu a espera. Apesar do título ser praticamente idêntico com a edição que foi lançada para o console da Microsoft, algumas excelentes novidades foram incorporadas nesse meio tempo. A primeira, e mais relevante, é o suporte a nove idiomas (incluindo o português de Portugal), característica que pode fazer a diferença para os que gostariam de se aprofundar na trama envolvente e que, às vezes, pode ser intencionalmente confusa. Outro aspecto que se destaca é a inclusão de um editor de fases, que além de dar liberdade para quem quiser se aventurar na criação de estágios personalizados, servirá para aumentar consideravelmente a oferta de enigmas produzido por terceiros. Por último, mas não menos importante, está o aperfeiçoamento do sistema gráfico, que procura usufruir ao máximo as capacidades das atuais placas de vídeo para produzir visuais ainda mais belos e enriquecidos de efeitos.


Atravessar o precipício para alcançar a peça do quebra-cabeças é mais difícil do que parece. Ao contrário da maioria dos jogos de plataforma, ganhar impulso e saltar pela extremidade não surtirá o efeito desejado. Nesse caso, será preciso sincronizar o seu salto com o "disparo" de um inimigo. Se não fosse a capacidade de retroceder no tempo, completar essa tarefa seria extremamente frustrante.
A jogabilidade, por outro lado, foi mantida intacta. Usando como pano de fundo os elementos que são comuns aos jogos de plataforma, o maior atrativo de Braid está nos seus enigmas criativos e a maneira inovadora para solucioná-los. Com o objetivo básico de capturar todas as peças convencionais de quebra-cabeças que estão estrategicamente espalhadas pelas fases, e posteriormente usá-las para formar um quadro que representa o tema do estágio, o jogador assumirá o papel do protagonista Tim. Atormentado pelos erros cometidos no passado, Tim terá que dominar o controle do fluxo do tempo, tentando reverter as suas equivocadas ações do passado e reaver a sua amada, que foi sequestrada por uma terrível criatura. Mas completar a jornada está longe de ser fácil, pois envolve habilidades específicas que terão que ser desenvolvidas ao longo das missões.

A mais fácil e que inicia a jornada é Tempo e Perdão. Tendo como objetivo familiarizar o jogador com o conceito de controlar o tempo, todos os elementos presentes no universo são afetados ao mesmo tempo. Nessa etapa, a capacidade de retroceder serve basicamente para corrigir pequenas falhas, como encostar em um inimigo ou não conseguir o impulso necessário para saltar as plataformas mais distantes, entre outras.

A partir de Tempo e Mistério, o desafio começa a ficar mais complexo. Com elementos que são imunes às alterações realizadas na linha do tempo, será preciso analisar o comportamento dos objetos, sincronizando-os para conseguir capturar as peças e atravessar pelos cenários. Um chefão de fase também é introduzido.

Em Tempo e Lugar, há mais uma pegadinha. Nesse universo, a ação do tempo está amarrada com os movimentos de Tim. Por exemplo, ao se deslocar para a direita, o tempo avançará normalmente, mas caminhar para a esquerda produzirá o efeito contrário. Ao ficar imóvel, toda a ação será suspensa, representando a omissão do protagonista. Esse elemento abre novas e empolgantes situações, com enigmas que nem sempre têm uma solução óbvia.

Novos elementos são introduzidos nos dois universos seguintes. Por exigir que mais de uma ação seja realizada simultaneamente, Tempo e Decisão aborda o conceito de reproduzir todos os movimentos realizados por Tim antes de retroceder no tempo. Em Hesitação, um anel mágico, que pode ser transportado pelo cenário, tem como função influenciar o fluxo do tempo nos objetos que estiverem próximos. O melhor, no entanto, ficou para o final. Com o fluxo do tempo invertido, ele somente será avançado quando o jogador retroceder. Essa característica abre interessantes hipóteses sobre o destino ambíguo dos personagens, fechando de maneira fantástica a história.


Ao todo, estão incluídos seis universos, cada um com o seu castelo. Onde estará a princesa?
Para controlar o personagem, é possível usar tanto o gamepad do Xbox 360, quanto o teclado. As setas para esquerda e direita movimentam o herói em ambas as direções, e quando for preciso adentrar uma sala ou ativar o modo de montagem de quebra-cabeças (que pode ser resolvido com o mouse), a seta para cima é utilizada. Saltos são realizados pressionando a barra de espaços, e, para retroceder no tempo, basta manter pressionada a tecla SHIFT (use em conjunto com a seta para baixo para aumentar a sua velocidade até 8x).

Com um conceito inovador, uma história intrigante e belíssimos cenários, Braid proporciona um entretenimento de qualidade para todos que que não dispensam resolver enigmas usando a criatividade. Uma versão gratuita de demonstração, que tem 119MB, por ser obtida visitando esse endereço e clicando no botão DEMO. Imperdível!

Segunda-feira, Abril 13, 2009

Ação Intensa e em Dose Dupla!


The Chronicles of Riddick: Assault on Dark Athena e The Wheelman, apostas recentes da Tigon Studios, proporcionam uma ação de tirar o fôlego protagonizadas pelo astro Vin Diesel.

Mais conhecido por estrelar filmes de ação, o ator norte-americano Vin Diesel sempre teve uma relação estreita com o universo dos jogos eletrônicos. Fã declarado de games consagrados como World of Warcraft, e um grande entusiasta dos RPGs em geral, o astro fundou, em 2002, a Tigon Studios, produtora dedicada a auxiliar na adaptação de alguns dos seus filmes para os videogames. E embora o catálogo da Tigon ainda seja modesto, somente nas últimas duas semanas foram lançados dois títulos de peso, sendo um de ficção científica e o outro especializado em corridas frenéticas em meio a explosões fantásticas. Em comum, os dois trazem um mesmo elemento: a dose elevada e praticamente ininterrupta de ação.

A mais recente investida da produtora é o título The Chronicles of Riddick: Assault on Dark Athena. Desenvolvido em parceria com a Starbreeze Studios, e dando continuidade às intrincadas histórias protagonizadas pelo criminoso e anti-herói Richard B. Riddick, o jogo traz como grande atração a íntegra da primeira aventura da série, Escape from Butcher Bay. Lançada em 2004 para a primeira geração do Xbox, e nunca adaptada para o 360 (apesar de haver uma versão para os PCs, lançada no mesmo ano), convertê-la para os consoles da atual geração foi uma excelente sacada, proporcionando aos jogadores uma experiência bem mais completa e que incorpora melhorias consideráveis, como gráficos aperfeiçoados, uma inteligência artificial mais sofisticada (ao contrário da original, que foi alvo de queixas) e uma generosa variedade de modalidades para as partidas em rede.

Quem não chegou a conhecer o “Escape...” original, o título apresentava um conceito interessante. Tendo como ponto de partida os acontecimentos que antecediam os eventos do filme Eclipse Mortal, o jogador tinha como missão encontrar uma forma de fugir da prisão de segurança-máxima que dá nome ao título. Conhecida por nunca ter deixado ninguém escapar, e pela brutalidade dos seus guardas, inicialmente é empregada a mesma mecânica dos jogos de tiro tradicionais, incluindo a possibilidade de cumprir as pequenas tarefas propostas pelos demais presos e que podiam conceder informações privilegiadas e armas rudimentares para serem usadas ao longo da jornada. Na medida em que a trama avançava, no entanto, os desafios ganhavam corpo e se tornavam ainda mais complexos, tendo como reviravolta o momento em que o protagonista desenvolvia poderes extra-sensoriais – em especial, a capacidade de enxergar no escuro.


A habilidade de enxergar no escuro proporciona uma interessante e divertida dimensão à jogabilidade.
Com a introdução dessa nova habilidade, a forma de atuação era radicalmente modificada. Ao invés do confronto direto, usando as poucas e nem sempre eficientes armas que estavam à disposição, era preciso engendrar estratégias para surpreender os algozes, usando a escuridão como maior aliada. Isso significa destruir, sempre que possível, os sistemas de iluminação e agir de maneira furtiva, surpreendendo-os de maneira discreta e sem causar alarde, ocultando até os guardas abatidos para não alarmar os demais. Essa dádiva, por outro lado, tinha que ser usada com cautela: caso o jogador a ativasse em um local bem iluminado, o protagonista corria o sério risco de perder a visão.

Graças ao novo título, concluída essa etapa, o jogador será apresentado à segunda fase da campanha, que aborda uma trama totalmente inédita e que representa os eventos que sucederam a fuga de Batcher Bay. Nesse caso, apesar de manter uma dinâmica parecida, com a missão de escapar da nave Dark Athena enquanto enfrenta os implacáveis mercenários e guardiões que tomam conta do local, a partir de um determinado ponto, a aventura mudará novamente de foco, voltando a sua atenção para o confronto direto e bem menos sutil – mas nada que tire o brilho do título.


Quem preferir uma ação mais intensa, The Wheelman é uma excelente pedida.
Seguindo o caminho inverso, The Wheelman, a segunda investida da Tigon neste ano, não deriva de nenhum filme. Com a intenção de estabelecer os alicerces para uma trama que poderá ter a sua continuação adaptada para os cinemas, o título, desenvolvido em conjunto com a Midway Studios Newcastle, convida o jogador assumir o papel de Milo Burik, agente especial infiltrado no perigoso submundo das gangues de Barcelona.

Apesar da trama não trazer nenhuma grande inovação, mesclando a condução perigosa dos mais diversos veículos com a conclusão de tarefas controversas (e nem sempre empolgantes) que devem ser desempenhadas a pé pelas redondezas da bela cidade espanhola, o título certamente agradará aos jogadores interessados na liberdade de ação proporcionada por clássicos como Grand Theft Auto com as impressionantes sequências que retratam os acidentes automobilísticos de Driver. E mesmo que o título não tenha nenhum comprometimento com a realidade, possibilitando que os veículos sejam usados de maneira extraordinária ao permitir peripécias absurdas como dar saltos vertiginosos pelos terraços dos prédios e manobras radicais que desafiam as leis da física, as 31 missões, somadas com as 105 tarefas paralelas, certamente prenderão a atenção dos apreciadores do gênero.

Sem poupar esforços para trazer uma ação frenética bastante similar ao dos filmes estrelados por Vin Diesel, ambos os jogos são um convite irresistível para os que não dispensam passatempos envolvendo altas doses de adrenalina. Versões gratuitas de avaliação para as plataformas Xbox 360 e PlayStation 3 podem ser obtidas gratuitamente nas suas respectivas redes de distribuição de conteúdo. Não deixe de conferí-las.

Segunda-feira, Abril 06, 2009

Galactrix: Uma Conquista Casual pelo Espaço!

Novo título da Infinite Interactive mantém intacta a fórmula que consagrou Challenge of the Warlods, mas traz boas novidades.

Empregando uma mecânica similar aos populares quebra-cabeças em que é preciso agrupar três ou mais peças de uma mesma categoria para removê-las do tabuleiro, ao mesmo tempo em que implementava um sofisticado sistema que usa os elementos tradicionais dos jogos de RPG para governar a evolução dos personagens, Puzzle Quest: Challenge of the Warlords conseguiu estabelecer um novo conceito para os jogos casuais. Lançado em 2007 pela Infinite Interactive, o título trazia uma abordagem leve e desafiadora para as lutas, enquanto mantinha a atenção dos jogadores com a sua trama envolvente e que abria inúmeras possibilidades para as habilidades especiais que podiam ser desenvolvidas. Com o lançamento do mais novo integrante da série, Puzzle Quest: Galactrix, a fórmula que consagrou o original é mantida intacta, mas sem deixar de incorporar algumas novidades interessantes.

A primeira consiste na mudança do foco da trama. Deixando de lado a abordagem medieval, que trazia combates épicos envolvendo criaturas mitológicas, nessa edição o jogador é transportado para um futuro distante em que o domínio da galáxia está delicadamente distribuído entre quatro grandes potências. Com os rumores de que uma delas está desenvolvendo experimentos que podem resultar em graves consequências para o destino da humanidade, o jogador, assumindo o papel de um piloto novato, terá que adquirir as habilidades necessárias para investigar e ter condições de combater os possíveis desdobramentos da eminente ameaça.


A exploração pelo espaço é o foco dessa edição, em que será preciso combater uma perigosa ameaça.
Tendo que cumprir tarefas como vencer batalhas no espaço, burlar sistemas de segurança, lidar com as diferentes facções e até extrair e negociar minérios para aperfeiçoar a sua frota, vencer os objetivos não será fácil: é preciso bolar estratégias eficientes. E, nesse quesito, a segunda grande mudança se torna evidente. Ao invés das tradicionais peças retangulares, que somente podiam ser deslocadas em quatro direções, em Galactrix todas as pedras são hexagonais, aumentando consideravelmente a variedade de estratégias que podem ser desempenhadas. Mas não é somente isso. Por manter os ataques em turnos alternados, exigindo que o tabuleiro seja analisado cuidadosamente antes de definir uma jogada, será preciso lidar também com o elemento sorte, que nessa edição desempenha um papel ainda mais relevante para o andamento da partida.


Quando for preciso se deslocar para um ponto distante da galáxia, o jogador terá que destruir uma sequência específica de pedras. Mas há um elemento complicador nessa modalidade: o limite de tempo!
Durante as batalhas espaciais, perseguir diferentes propósitos é crucial para vencer. Por exemplo, para energizar as melhorias realizadas na nave, que são desenvolvidas ao longo da jornada e que trazem vantagens como um ofensiva mais intensa, será preciso coletar uma determinada quantidade de pedras vermelhas, amarelas e verdes. Ao coletar as azuis, será recuperado o escudo, elemento que protege a energia do jogador. Há ainda as peças roxas, cuja coleção serve para representar a experiência adquirida, e as brancas, que são usadas para avançar de nível.

Outro elemento que passou por uma pequena mudança é a maneira em que são calculadas as intensidades dos ataques. Ao reunir três ou mais minas, a quantidade de dano realizado no oponente será a soma dos valores de todas as peças que estão envolvidas no ataque. Podendo assumir valores de 1, 3, 5 e 10, essa é uma característica que não deve ser ignorada, pois, às vezes, pode até ser mais vantajoso receber um ataque de três pontos do que deixar de coletar as peças para desferir um ataque brutal.


Equipar a espaçonave com armas mais potentes é um requisito importante, principalmente nos níveis mais elevados em que os oponentes não poupam esforços para destruí-lo o mais rapidamente possível.
Fora as batalhas, foram incorporadas cinco modalidades diferentes de atuação para diversificar a jornada. Quando for preciso viajar para pontos distantes da galáxia, por exemplo, será preciso burlar o sistema de proteção dos portais dimensionais, destruindo uma sequência específica de pedras dentro do limite de tempo. Para aperfeiçoar a nave, duas etapas são necessárias: coletar os minerais, explorando asteroides até que a quantidade de pedras representando os materiais sejam capturados; e construí-las, criando pedras especiais que terão que ser posteriormente combinadas. Além disso, muitas vezes será preciso barganhar ao fazer compras, removendo o maior número de peças antes que terminem as combinações (as peças removidas não serão substituídas). Por último, é possível obter rumores para esclarecer alguns aspectos da trama, sobrevivendo a um determinado número de rodadas sem que as peças especiais sejam eliminadas.

Em relação aos gráficos, mesmo sendo simples para os padrões atuais, eles cumprem bem o seu papel. Os efeitos visuais, usados durante os disparos, são igualmente convincentes. E embora os diálogos entre os personagens continuem sendo ilustrados com imagens estáticas, essa característica não chega a comprometer a experiência.

Apesar de não ousar muito para reformular o título original, mudanças como as peças hexagonais e a exploração pelo universo fazem de Galactrix uma opção atraente para os que não dispensam participar de quebra-cabeças que incorporam elementos de RPG. No site oficial, além de estar disponível uma cópia gratuita de avaliação para os PCs (clique no link Demo), é possível experimentar a mecânica do jogo em uma versão simplificada desenvolvida em Flash. Uma edição para o Nintendo DS já está disponível, e há planos para lançar brevemente versões para o Xbox 360 e o PlayStation 3. Divertido!

Segunda-feira, Março 30, 2009

Zeebo: O Fim da Pirataria?

Sistema de distribuição que usa uma rede exclusiva para a compra de jogos promete impedir a realização de cópias não-autorizadas.

Com a intensão de combater a pirataria de games praticada nos países emergentes, e investir em uma plataforma que seja atraente para as produtoras que desejam desenvolver jogos especificamente para esse mercado, a Tectoy, em parceria com a Qualcomm, está lançando no país um novo console produzido totalmente no Brasil. Batizado como Zeebo, e sem ter a pretensão de competir diretamente com os videogames da geração atual, a iniciativa tem como propósito oferecer jogos a preços acessíveis, ao mesmo tempo em que torna praticamente impossíveis as cópias não-autorizadas. Várias medidas foram adotadas para que esses objetivos fossem alcançados.

A mais marcante é a mudança no modelo de distribuição de conteúdo. Aposentando os tradicionais cartuchos e discos óticos, todos os jogos serão distribuídos exclusivamente pela ZeeboNet 3G, rede sem fio que emprega a mesma tecnologia dos dispositivos móveis e que não requer nenhuma assinatura adicional -- basta ligar o aparelho para ingressar automaticamente. Essa funcionalidade, no entanto, está limitada à transferência dos jogos adquiridos para a memória interna do aparelho, não havendo ainda detalhes sobre a possibilidade de participar de competições online e os seus possíveis custos. Além disso, como a cobertura não abrange todo o país, é aconselhável consultar a relação com as cidades suportadas, que pode ser acessada no site oficial ao visitar a seção Console e ativar a opção ZeeboNet 3G.

Outro fator relevante é que, para obter os jogos, será empregado um sistema de troca de pontos designados Z-Credits. Podendo ser comprados através do próprio console, ou por cartões pré-pagos, o valor de cada título corresponderá a uma das três categorias básicas, que também indicam o tamanho máximo da transferência. Por exemplo, os jogos mais em conta, que custam em média dez reais, integrarão a categoria simples, não podendo ultrapassar o limite de 8MB e sendo mais indicados para o público que prefere um entretenimento casual. Com até 25MB, estão os jogos da classe intermediária, que são mais aprimorados e poderão incluir remakes dos grandes clássicos. Por último, e custando aproximadamente 30 reais, há a categoria especial, que contará com os maiores lançamentos e se manterá no limite de 50MB. Até o final do ano, estão previstos 50 títulos de produtoras consagradas, como Capcom, Electronic Arts, Activision, Sega e Namco, entre outras.

Ao adquirir o console, que será vendido por um valor estimado de R$ 599,00, o jogador receberá seis jogos. Três deles já estarão instalados na memória interna do aparelho: Super Action Hero 3D e Treino Cerebral, duas opções bastante conhecidas pelos usuários dos celulares, e uma versão simplificada do popular FIFA. Pela rede, ainda será possível transferir, gratuitamente, mais três jogos: Need for Speed: Carbon e os cultuados títulos de tiro em primeira pessoa Quake e Prey Evil.

Porém, pelas limitações do hardware, todos os jogos foram adaptados para rodar na nova plataforma, não trazendo o visual apurado dos títulos quando os mesmos foram lançados para os consoles e/ou para os PCs. Equipado com um processador ARM 11 / QDSP-5 de 528Mhz, uma unidade de processamento gráfico Qualcomm Adreno 130, 128MB de memória RAM, 1GB de memória flash para armazenamento interno e uma saída de vídeo com resolução de 640 x 480, o Zeebo tem como missão competir com o consolidado PlayStation 2, plataforma que tem mais de oito anos de estrada e ainda é uma opção atraente para uma considerável parcela de jogadores.

Outra característica que não pode ser ignorada é que, além dos títulos estarem em português, por ser um console produzido totalmente no Brasil, o Zeebo poderá contribuir no fortalecimento do cenário nacional de criação de jogos. Um kit de desenvolvimento específico para o console, que utiliza a plataforma BREW, já está disponível, embora ainda não haja informações sobre as formas de licenciamento e as taxas praticadas. Mesmo assim, investir na produção de títulos para um console que se propõe a impedir que cópias indiscriminadas sejam feitas pode ser uma opção interessante.

Apesar de possuir um hardware pouco competitivo quando comparado com os videogames de última geração, Zeebo tem como grandes méritos a ousadia de buscar novos caminhos para reduzir a pirataria e conseguir atrair a atenção das grandes produtoras para adaptar alguns dos seus mais relevantes títulos para a nova plataforma. Se for cumprida a promessa de manter um catálogo constantemente atualizado com jogos interessantes, assim como garantir a política de preços acessíveis para o público-alvo, o console terá boas chances de prosperar.

Com previsão de chegar em todo o país até outubro desse ano, a partir dessa semana a cidade do Rio de Janeiro poderá experimentar com exclusividade a novidade. Maiores detalhes, incluindo o manual de instruções e uma pequena amostra dos futuros lançamentos, podem ser obtidos no site oficial.

Segunda-feira, Março 23, 2009

Resident Evil 5: Um Belo Tributo à Série.

Completando treze anos, a famosa franquia da Capcom recebe um novo e empolgante capítulo para a atual geração dos videogames.

Para celebrar os treze anos de Resident Evil, aclamada franquia responsável por cunhar o termo survival horror ao convidar o jogador a vivenciar uma perturbadora jornada que trata de ameaças biológicas e as suas imprevisíveis consequências, a Capcom preparou um novo e caprichado capítulo que certamente irá agradar aos antigos seguidores da série. Batizado de Resident Evil 5, mas cronologicamente representando a oitava edição, o título, que faz a sua merecida estreia nos consoles de última geração, mantém as mesmas características que marcaram os episódios anteriores, como a ação frenética, mescladas com momentos de puro tensão e suspense. E sem deixar de incorporar algumas excelentes novidades, como uma jogabilidade aperfeiçoada centrada na cooperação entre dois personagens e uma trama envolvente que faz referências aos demais títulos por meio de flashbacks e que até ajudam a esclarecer alguns fatos que ficaram obscuros ao longo desses anos.


Para enfrentar tamanha ameaça, lutar sozinho é quase que uma sentença de morte. Ainda bem que o jogador contará com a valiosa ajuda de Sheva, habilidosa agente que acompanhará o protagonista durante toda a jornada.
Uma das primeiras gratas surpresas é o retorno do personagem Chris Redfield. Um dos protagonistas do primeiro título, ele agora é um importante membro da Bioterrorism Security Assessment Alliance (BSAA), organização que tem como objetivo investigar e coibir o uso criminoso de armas biológicas pelo mundo. A sua mais recente missão, ambientada aproximadamente dez anos após a primeira investida contra a Corporação Umbrella, não é modesta: viajar para um país fictício do continente africano em busca de maiores informações sobre um foco bioterrorista que está transformando pessoas e animais em bizarras e perigosas criaturas.

Mas nada é tão fácil quanto parece. A presença de Chris não foi bem recebida pela população, agravando ainda mais o sufocante clima de tensão gerado pelos rumores de uma ameaça biológica. Para auxiliá-lo, Chris contará com o apoio incondicional de Sheva Alomar, habilidosa agente da filial africana da BSAA e que conhece a fundo a região. Com tamanha hostilidade, e casos cada vez mais sérios surgindo a todo momento, será a dupla capaz de resolver o caso?


A bela agente, no entanto, pode se comportar de maneira impulsiva quando estiver sendo controlada pela CPU. Para evitar ficar sem defesas, é importante gerenciar de forma eficaz o uso da limitada munição.
Nesse quesito, a cooperação entre os dois personagens desempenha um papel fundamental para o sucesso das missões. Além da necessidade de se protegerem mutualmente durante os confrontos, resultando no fim da partida caso um deles seja aniquilado, todos os recursos, como armamentos e dispositivos de cura, são compartilhados. E embora esse sistema não apresente maiores problemas quando um segundo participante estiver encarregado de conduzir as ações de Sheva (usando o mesmo console ou através de uma partida em rede), a situação pode tornar-se crítica nas partidas envolvendo apenas um jogador (cedendo o controle de Sheva para a CPU). Como a bela agente é extremamente impulsiva e dispara a esmo mesmo em situações menos arriscadas, manter um controle rígido da parca munição é um fator determinante para garantir a sobrevivência.

Outro aspecto que não deve ser ignorado, sendo tão importante quanto derrubar as constantes ondas de inimigos que atacam vigorosamente, consiste na combinação de estratégias eficazes de ataque e defesa. Estudar as particularidades dos cenários e encontrar pontos que ofereçam alguma espécie de vantagem, como uma visão privilegiada ou barreiras que impeçam o confronto direto com os zumbis, em alguns momentos pode ser mais crucial do que ter uma excelente pontaria e reflexos rápidos.


Os cenários, além de belos e bem construídos, devem ser estudados com cautela para evitar que o jogador caia em uma armadilha ou se exponha a um risco desnecessário.
Em relação ao visual, Resident Evil 5 é certamente um dos jogos mais belos dessa geração. As sequências cinematográficas utilizadas para contar a história impressionam. Os cenários, que são muito bem construídos, receberam um tratamento especial, com muitos efeitos de luz e sombra que contribuem para tornar a experiência ainda mais autêntica e assustadora. O cuidado com os detalhes também não ficou de fora: ao adentrar por um ambiente com pouca iluminação, por exemplo, a visão do jogador levará um tempo até se acostumar, e se ele ficar por um período prolongado exposto ao intenso sol africano, sofrerá de vertigens e pequenas alucinações.

Com todos os elementos para agradar aos antigos fãs da franquia, e atrair novos adeptos, Resident Evil 5 representa um capítulo imperdível da assustadora saga iniciada em 1996. Compatível com o Xbox 360 e o PlayStation 3, e sendo distribuído pela Synergex do Brasil, maiores detalhes, assim como informações sobre como obter a versão gratuita de demonstração que traz duas missões, podem ser obtidos no site oficial. Não perca!